sábado, 4 de fevereiro de 2012

É regalo de Deus.

A dois anos atrás, me deparei com um presente de Deus. Sim, um presente de Deus com o nome dado de registro Desbravador da Tradição 3257 - Cabanha Nazaret.
Aparentemente era apenas mais uma cavalo em nossas vidas.. Mais um pra lida de campo e coisa por tal. Mas não, estávamos enganados, ele não era apenas mais um cavalo como qualquer outro. Ele era e és o nosso Pitoco, o nosso pequeno, nosso guri. Nosso rapaz, nosso amado. Cavalo bueno, firme de pata, manso de lombo. Mas mais que isso ele és um de nós. Tenho ele como um irmão. Pois me apeguei tanto a este animal, que não me imagino como vai ser daqui pra frente quando ele se for pra sabe Deus aonde. Será que o vão cuidar? Que o vão dar banho no verão, dar água três vezes ao dia. Será que no inverno não o vão deixar passar frio? Será que o vão cuidar como nós o cuidamos? Como eu o cuido? Confesso que antigamente realmente não me era apegada a esse tipo de coisa, cavalos. Mas a paixão por esse mundo é hereditária, ou seja vem de anos. Décadas. Gerações. Todos nós da família Martins, de um jeito ou de outro adoramos esse mundo. O mundo das quatro patas. O mundo da crina curta e a franja nos olhos. Mundo aquele que és tão importante para o Rio Grande do Sul. E mais que importante pra ele, és importante pra mim.
Me pergunto agora, como farei depois? Daqui alguns meses, quando tu doce amado rapaz, não nos pertencer mais? O que será de meu pai que tanto te preza? O que será de meu irmão que conta contigo a cada boca de brete pra no saca laço ouvir: ''A do garoto é boa e boa..'' O que serás de mim que estava quieta e só, apenas de te olhar me sentia protegida e amada? Certo que vocês doces cavalos não nos respondem como estão, mas sabem exatamente quando estamos ou não bem. E então meu caro amigo e agora?.. Sentirei tanta tua falta, falta de galopar sobre teu lombo e me sentir livre. Me sentir voar. O que vou fazer todos os finais de tardes quando me deparar só, com o outono se chegando pra deixar folhas no chão.. Minhas lagrimas delas se faram irmãs.. Vou sentir tanta falta de ti meu pequeno. Tanta falta de te pedir um beijo, e tu roçares beiço em minha bochecha. Vou sentir saudades de colocar a mão em tua boca e sentir tuas leves mordidas.. Vou sentir tanta saudade de te xingar por estar sendo ''lerdo'' de mais quando me desejo é sair voando trança... Como vou sentir.
Que este regalo de Deus se preze por anos, e vamos sentir tua falta caro rapaz.



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