Bom, eu costumo ser uma menina um tanto quando complicada, sempre. Exatamente, todos os dias. Complico para comer, para sorrir, não é tudo que me faz sorrir. Mas é qualquer coisa que me faz chorar, isso que eu não gosto muito de chorar ein. Imagina só se eu gostasse..
Bom, vou contar o que me levou a escrever sobre mim, eu tenho duas amigas maravilhosas, que o tempo todo tentam me mostrar que eu sou mais forte que qualquer tipo de dor, que eu possa estar sentindo. No momento a dor que eu sinto, não é nem dor, é um sentimento ruim, a raiva. Raiva, por que me sinto traída. De certa forma fui traída, sim, traída pelos sentimentos, traída pelo amor, mas não traída por um amor, e sim pelo amor. Gostei de mais, sim. Amei de mais, e acabei complicando as coisas, e hoje me sinto assim traída. Confesso que não sou uma menina de fácil convívio, mas nada que um ou dois meses a mais não mudassem isso. Enfim, eu gosto muito de escrever. É dessa maneira que expresso meus sentimentos. Escrevendo. Escrevo quando estou triste, quando estou feliz. Quando não estou com saudade, ou quando estou nada. Quando me sinto nada. Não sei, acho normal. Acho até bom me sentir assim. Nada. Não me refiro a um nada nada, e sim a um nada tudo. A um nada que vive, que sorri, que chora, que sente, que ama e odeia. Eu sou um nada, que na verdade é tudo. Quando sinto nada, é por que estou sentindo tudo.
Falei que era complicada não falei? Pois é. Isso é só o começo, e não estou querendo te assustar. Eu sou esse monte de complicações sim, e gosto de ser isso. Fraca e forte, quieta e espoleta, sorridente e deprimida.
Eu sou tudo e nada. E como já disse, gosto muito de ser assim. Eu sou um anjo, vestida de demônio. Sou o que você quiser e merecer que eu seja. De mim só se sabe que respiro como disse Clarice Lispector.

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